As apostas da CBF para o futebol feminino no Brasil

Diante das mudanças ocorridas na gestão do futebol feminino, faremos uma linha do tempo para análise das apostas que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) assumiu nos últimos dez anos, que abriram as portas da instituição para as mulheres atuarem em diferentes funções.

Em 2013, a CBF abriu as portas para Emily Lima, que foi a primeira mulher a assumir a Seleção de base Sub – 17.  Em 2016, a treinadora assumiu a Seleção principal de futebol feminino, na época, com 36 anos de idade e uma carreira consolidada dentro e fora das quatro linhas, trazendo uma vasta experiência conduzindo diversos clubes brasileiros como Juventus, portuguesa e o campeoníssimo, São José.

Em setembro de 2017, Emily foi demitida pelo pelo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, após algumas derrotas no Torneio das Nações, em julho, nos Estados Unidos. Com sua saída o técnico Vadão conduziu a seleção feminina por dois anos, sendo demitido após a Copa do Mundo de 2019, na França.

Ainda em 2019 a CBF apostou em mais uma mulher no comando da Seleção Principal de futebol feminino e dessa vez o investimento é estrangeiro: Pia Sundhage. A treinadora de 59 anos traz no currículo cinco anos de experiência no fortíssimo futebol norte-americano e mais cinco anos no organizado futebol sueco e, durante esse período, a treinadora possui um Bicampeonato Olímpico com a eleção Americana (2008 e 2012), uma medalha de Prata com a Seleção Suéca em 2016 e ainda, foi vice-campeã do Mundial em 2011. A CBF também apostou em Beatriz Vaz como assistente técnica. Bia, como é conhecida no meio futebolistico, era a única mulher a fazer parte da comissão técnica do Vadão e tem grande experiência como jogadora no futebol internacional e nacional.

Falando em contratação de mulheres nas comissões, a CBF aposta mais uma vez em 2019, em uma comissão formada apenas por figuras femininas. Simone Jatobá é a comandante, Lindsay Camila é a assistente técnica e a veterana de seleção brasileira Marisa Wahlbrink, popularmente conhecida como Maravilha, é a treinadora de goleiras. Os currículos somados seriam muitas páginas de experiência internacional e nacional e para resumir, são mais de 60 anos de experiência na modalidade.

As contratações para as seleções femininas continuaram em 2019. Ousando, a CBF contrata para a Seleção de base Sub-20, o treinador Jonas Urias, um profissional com grande experiência nas equipes do futebol feminino brasileiro e a auxiliar técnica, Jéssica Lima que foi uma jogadora com enorme experiência no futebol feminino brasileiro, ao mesmo tempo em que atuava como treinadora de categorias de base nos clubes onde atuava.

As novidades não param por aí, no dia 02/09/2020, a CBF realizou duas surpreendentes contrações para a modalidade: Aline Pelegrine para treinadora e Duda Luizelle, a nova coordenadora de Seleções Femininas. Duas veteranas da modalidade que já atuavam com gestoras nas Federações Gaúcha e Paulista. Aline Pelegrine é ex-jogadora e capitã da Seleção Brasileira e Duda, ex jogadora e gestora, tem o compromisso de comandar os bastidores das Seleções.

Junto a essa importante notícia, o então presidente da entidade Rogério Cabloco anunciou que as seleções masculinas e femininas terão a partir de 2020, a mesma “diária” (quantia paga em dinheiro a cada atleta pelos dias em que passam representando o país) para os homens e mulheres, além da igualdade de premiações nos Jogos Olimpícos para os (as) atletas e comissão técnica. Já na Copa do Mundo, a seleção masculina continuará recebendo valores superiores, devido a proporcionalidade que a FIFA designa na competição para cada gênero. Segundo Caboclo, “jogadoras recebem diária igual aos homens. Aquilo que elas ganharem por premiação em Olimpíadas será o mesmo que homens. Copa do Mundo será igual proporcionalmente ao que a Fifa oferece. Não há mais diferença de gênero. CBF está tratando de forma equânime homens e mulheres”. Essas notícias pegaram a todos os “amantes” do futebol feminino de supresa, pois é a primeira vez na história que a entidade iguala a premiação para as Seleções.

Falando em figuras femininas no comando das equipes no campeonato brasileiro da Série A1 e A2, o site de notícias GloboEsporte.com de 2019, realizou um levantamento de mulheres atuantes nas comissões técnicas e foi possível encontrar nove treinadoras e mais 104 mulheres que atuaram e atuam nas mais diversas funções, um percentual de 30% dos integrantes que atuam direta e indiretamente nas equipes.

Como ex-atleta da Seleção Brasileira, pesquisadora e professora, tenho acompanhado nos últimos 20 anos uma grande evolução nesta modalidade no Brasil. Posso destacar os seguintes pontos positivos:

  • Melhoras significativas na organização dos calendários dos campeonatos nas equipes que atuam nas series A1 e A2;
  • Organização das equipes que estão caminhando para uma possível profissionalização;
  •  Iniciativa da CBF em inovar trazendo mulheres para dentro das comissões técnicas (situação comum em países da Europa);
  • Criação de campeonato para categoria de base a nível nacional.
  • Equalização de renumeração de “diárias e premiações” às Seleções masculinas e femininas;

No entanto alguns pontos necessitam melhorar na modalidade:

  • A grande maioria dos clubes não assinam carteira de trabalho das jogadoras, o que leva a continuidade do amadorismo, sem direitos trabalhistas;
  • A criação de novas equipes sem planejamento o que impacta em instabilidade para as jogadoras;
  • Falta de formação específica para os membros das comissões técnicas, impactando em problemas organizacionais e técnico;
  • Escassez de políticas públicas de incentivo à iniciação esportiva da modalidade e falta de planejamento a longo prazo.

Mesmo com tantos pontos de evolução citados nessa linha do tempo, podemos concluir que no Brasil o futebol feminino ainda não é considerado um esporte promissor e que os gestores e investidores, ainda em muitos casos, consideram a categoria feminina apenas como “produto pouco rentável”. Ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos como Estados Unidos e alguns países da Europa, onde a modalidade é vista com um produto que “vende”.

A esperança dos fãs e torcedores do futebol feminino, é que nos próximos artigos sobre a evolução na modalidade, sejam ainda mais gloriosos, extensos e significativos para meninas e mulheres que desejam praticar futebol no Brasil.

Autora: Marina Toscano Aggio de Pontes é ex-atleta da Seleção Brasileira de Futebol e professora do curso de Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

Crescimento das crianças: quando se preocupar?

Mother measuring son’s height and marking it with pencil on door.
Nikon D810 – Acompanhamento regular com pediatra é fundamental para detectar se criança possui um bom crescimento
Divulgação

Endocrinologista pediátrica de Goiânia explica tratamento que auxilia no desenvolvimento da altura

O homem brasileiro tem, em média, 1,73m, e a mulher, 1,60m. Ambos registraram o mesmo crescimento desde 1914: 8,6cm de acordo com pesquisa publicada na revista científica eLife em 2016, que mapeou tendências de crescimento em 187 países entre 1914 e 2014. Para homens, o Brasil é o 68º colocado em altura entre os países analisados, a mulher brasileira alcançou a 71ª posição. Sabendo ou não dessa estatística, muitos pais se preocupam com o crescimento dos filhos e ficam atentos quando o desenvolvimento parece não estar indo bem.

A endocrinologista infantil Lara Barros, da Bela Infância Clínica Pediatra, situada no Órion Complex, em Goiânia, afirma que nem sempre a criança atingirá a estatura média da população e, mesmo assim, poderá estar dentro da normalidade. Mais importante do que observar a altura dela é determinar se o ritmo de crescimento está normal e se não existem doenças associadas. Ela explica que até os dois anos de idade os principais fatores que determinam o crescimento são nutricionais e o estado geral de saúde.

A partir dos dois anos, a estatura dos pais, ou seja, a herança genética, começa a ter papel fundamental no crescimento, sendo responsável por até 80% da estatura final do indivíduo. Outros fatores podem prejudicar o crescimento da criança, como a puberdade precoce e deficiências hormonais, como do hormônio da tireoide ou do hormônio de crescimento, conhecido como GH (Growth Hormone).

Endocrinologista pediátrica Lara Barros explica detalhes do tratamento hormonal para auxiliar no crescimento das crianças
Arquivo pessoal

Quando suspeitar que a criança não está crescendo bem?
De acordo com Lara Barros, o acompanhamento com o pediatra é a melhor forma de detectar precocemente problemas de crescimento. O pediatra utiliza curvas padronizadas de crescimento para saber se o ritmo da criança está normal. “Caso o pediatra observe uma baixa velocidade de crescimento uma investigação detalhada deve ser realizada”, diz.

A especialista alerta que a comparação feita pelos pais, entre crianças da mesma idade não é um bom parâmetro: “Crianças da mesma idade cronológica podem estar em fases diferentes da puberdade, terem idades ósseas diferentes, além de estatura alvo familiar diferentes, por isso, terão estaturas diferentes sem, necessariamente, ser um problema de saúde”.

Quando o tratamento é imprescindível?
Após detectar a baixa estatura, o médico deve estabelecer qual foi a causa para iniciar o tratamento específico. Em algumas situações, o uso do hormônio de crescimento pode ser necessário. “A deficiência do hormônio de crescimento é a indicação clássica para a reposição medicamentosa. Porém, existem outras indicações como algumas síndromes, Síndrome de Turner e de Prader Willi, doença crônica (principalmente a doença renal crônica) e a baixa estatura idiopática (sem causa definida)”, explica a endocrinologista.

Em relação a idade, a médica afirma que não existe uma idade mínima para o início do tratamento com o GH, este dependerá do grau da baixa estatura e do diagnóstico. “Casos de baixa estatura grave ou de deficiência do hormônio de crescimento devem iniciar o tratamento o mais precoce possível, pois assim a resposta será melhor”. O tratamento deve ser interrompido quando a idade óssea atingir 14 anos nas meninas e 16 anos nos meninos, pois a partir daí o crescimento longitudinal já não é mais satisfatório, ressalta a médica.

Como a lata de aço é reciclada?

Material mais reciclado do mundo, o aço está presente em nosso dia a dia em forma de carros, geladeiras e embalagens, por exemplo. Mais de 385 milhões de toneladas são recicladas no planeta por ano, só no Brasil cerca de 200 mil toneladas de latas de aço pós consumo retornam para o processo de reciclagem.

No Brasil, assim como no restante do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido, pois as indústrias siderúrgicas utilizam o material para fazer um novo aço, ou seja, cada usina siderúrgica é uma planta recicladora. O aço para reciclagem não precisa ser totalmente livre de contaminantes, já que as siderúrgicas desenvolveram processos capazes de eliminá-los.

Em países da Europa, como Alemanha e Bélgica, o índice de reciclagem das latas de aço pós consumo é acima dos 95%. No Brasil, 47% do total das latas de aço consumidas são recicladas, incluindo embalagens de alimentos, como ervilha, milho e sardinha, bebidas, bem como latas de tintas, de massa corrida e de produtos químicos. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva e educação ambiental. Mas como as latas de aço são recicladas?

Como é o processo de reciclagem das latas de aço?

Para reciclar as latas de aço de alimentos, basta lavá-las e separá-las do lixo orgânico. O indicado é aproveitar o produto ao máximo até que a lata esteja completamente vazia, para evitar o desperdício de alimento. Quanto as latas de tintas, não é necessário lavá-las. O filme de tinta que sobra na superfície interna costuma secar em cerca de 24 horas e não atrapalha a reciclagem.

Todas as latas de aço podem ser entregues na coleta seletiva municipal ou encaminhadas para a Prolata (associação sem fins lucrativos de incentivo para reciclagem de latas de aço pós-consumo), para cooperativas de catadores ou para pontos de entrega voluntária (PEVs). Segundo Juliana da Silva, vice-presidente da cooperativa Vitória do Belém, de São Paulo (SP), a maior parte das latas de aço recebidas vem de condomínios e casas. Em 2020, a Vitória do Belém já recebeu cerca de sete toneladas de embalagens de aço. As latas de aço são separadas por processo manual ou utilizando separadores eletromagnéticos e, depois, passam por peneiras para a retirada de contaminantes.

Em seguida, as embalagens de aço são prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhões até as indústrias recicladoras, isto é, as siderúrgicas. Ao chegar na usina siderúrgica, a sucata é processada antes de ir para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos, em média, a 1550 °C. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado líquido, o material é moldado em tarugos e placas metálicas. A sucata leva somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais – das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar perdas mecânicas (como dureza e resistência) ou prejudicar a qualidade.

“Na Gerdau, milhares de toneladas de sucata ferrosa são transformadas em novos produtos todos os dias”, comenta Carlos Vieira da Silva, diretor de Matérias-Primas e Florestal da Gerdau. A utilização de matérias-primas recicláveis se faz cada dia mais importante. Em 2019, a Gerdau reciclou mais de 11 milhões de toneladas de sucata em suas usinas no Brasil e nas Américas. Ou seja, 73% do aço produzido por ela tem a sucata ferrosa como principal matéria-prima. “O aço pode ser reciclado diversas vezes sem perder a qualidade, contribuindo com a preservação dos recursos naturais”, afirma o executivo. O aço da Gerdau é consumido por diversos setores, com destaque para os segmentos da construção, infraestrutura, indústria, agronegócio e energia.

“A lata de aço é 100% reciclável, ou seja, a embalagem de aço que você descarta seletivamente pode voltar infinitas vezes à sua casa, em forma de tesoura, maçaneta, arame, automóvel, geladeira ou até mesmo uma nova lata”, conclui Thais Fagury, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

Sobre a Abeaço

Fundada em maio de 2003, a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) foi criada com o objetivo de fortalecer a imagem da embalagem de aço, além de dar suporte técnico e mercadológico aos seus fabricantes. Sem fins lucrativos, a entidade investe e apoia iniciativas de gestão ambiental, sobretudo quando associadas a finalidade social, e  aproxima os interesses de toda a cadeia produtiva. A instituição soma esforços para fomentar pesquisas, desenvolver campanhas de esclarecimento, participar de eventos e divulgar as características das latas de aço. Hoje, a Associação reúne empresas do setor interagindo intensamente com entidades empresariais, fabricantes de embalagens, organizações ambientalistas e o governo. Saiba mais sobre a Abeaço acessando o site www.abeaco.org.br.

A pandemia e sua influência no relacionamento íntimo das pessoas

Estamos vivendo um momento totalmente atípico e, assim, nossa rotina mudou drasticamente. De uma hora para outra, fomos obrigados a mudar alguns hábitos, como sair com amigos, fazer um churrasco com toda a família em um domingo de sol, conhecer pessoas. Assim, os abraços calorosos e os encontros deram espaço para o uso de máscaras, o distanciamento social e a vigilância.

Mas será que esses novos padrões, por mais momentâneos que sejam, influenciaram o modo como as pessoas se relacionam amorosamente? Digamos, uma pessoa que quer encontrar um parceiro neste momento de pandemia, quais seriam as estratégias? Para além disso, os casais que namoram ou vivem distantes por motivos de emprego ou até mesmo por uma opção, como estão lidando com essa nova rotina?

Para encontrar alguns indícios do comportamento das pessoas a este respeito, fizemos uma pesquisa na internet utilizando o Google Trends. Esta ferramenta mostra a popularidade dos termos buscados. Assim, quando você pesquisa algo na página do Google, sua busca entrará para as estatísticas do Google Trends. Pesquisamos vários termos a respeito de relacionamentos, de maio de 2019 a agosto de 2020, e alguns destes nos chamaram a atenção: Sex Shop e Tinder (aplicativo de paquera). Quanto mais próximo de 100 no gráfico, maior o interesse e popularidade do termo buscado.

O período recortado e apresentado no gráfico foi proposital, uma vez que gostaríamos de verificar se o comportamento diante da pandemia foi diferente a datas como o dia dos namorados do ano anterior. Analisando as curvas, é possível perceber que houve no Tinder uma alta procura já no início deste ano, com picos consideráveis. Na pandemia, o isolamento social potencializou o uso de aplicativos de relacionamento. Se anteriormente, os relacionamentos virtuais já estavam em alta, pode-se considerar que houve um aumento desse movimento com a pandemia e os reflexos do isolamento social. Para além disso, o E-Commerce também intensificou a procura por sex toys, como uma forma de diminuir a carência propiciada pelo afastamento.

Essa tendência continuará? Quais os reflexos da pandemia nos relacionamentos interpessoais após a volta à “normalidade”? Bem, de fato não podemos mensurar de antemão como as pessoas irão se comportar. Mas o fato é que os aplicativos de relacionamento e os estabelecimentos que trabalham com E-Commerce de produtos eróticos têm lucrado com o atual cenário.

Governo federal investirá R$ 280 milhões nas obras do Projeto Seridó, no Rio Grande do Norte

Nesta sexta-feira (23), em Natal, foi assinado o acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Governo do Estado do Rio Grande do Norte para a execução do Projeto Seridó. O investimento do governo federal nas obras será de R$ 280 milhões.

O Projeto Seridó tem como principal objetivo garantir a segurança hídrica de 24 municípios na região do Seridó Potiguar, no semiárido nordestino, por meio da implantação de um conjunto de sistemas adutores com interligações entre grandes reservatórios. Atualmente, a região tem uma população aproximada de 281 mil pessoas, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pelo acordo de cooperação, entre outras obrigações, o Governo do Estado do RN vai ceder os estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental e o projeto básico dos sistemas adutores do Seridó, realizados pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), para a Codevasf licitar o projeto executivo e as obras do empreendimento, com recursos do governo federal, repassados à Companhia pelo MDR.

“Estamos aqui para somar esforços com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte a fim de garantir segurança hídrica e gerar oportunidades para toda a região. A governadora pode contar conosco e com o recurso do governo federal para a execução do projeto o mais breve possível”, disse o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.

Segundo o projeto básico, o Projeto Seridó contempla as obras dos sistemas adutores de água, totalizando 330 quilômetros de extensão; implantação e ampliação de captações de água bruta em sistema flutuante nos reservatórios; implantação de estações elevatórias de água; entre outras ações.

“O projeto é muito bem elaborado e será impactante para promover o abastecimento e o desenvolvimento do Seridó e do estado”, afirmou o Secretário Nacional de Segurança Hídrica do MDR, Sérgio Costa.

O acordo de cooperação ainda prevê que, após a conclusão das obras, o governo do estado assuma a gestão do sistema por meio da Semarh e da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern). “Definimos a formação de um núcleo de acompanhamento integrado com três representantes do governo do estado e três da Codevasf durante a realização das obras”, destacou a governadora Fátima Bezerra. Segundo ela, o Projeto do Seridó é importante para a segurança hídrica no estado, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população do semiárido.

O vice-governador do RN, Antenor Roberto, o secretário e o secretário adjunto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, João Maria Cavalcanti e Carlos Nobre, respectivamente, também participaram do ato de assinatura do acordo de cooperação técnica.

Região do Seridó

A região do Seridó é formada pelas bacias dos rios Seridó e Espinharas, afluentes do Piranhas-Açu, que nascem na Paraíba e que têm a maior parte de seus cursos inseridos no Rio Grande do Norte, com a Serra de Santana. No território potiguar, a região seridoense engloba áreas de 24 municípios: Acari, Bodó, Cerro Corá, Carnaúba dos Dantas, Caicó, Cruzeta, Currais Novos, Equador, Florânia, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Jucurutu, Lagoa Nova, Ouro Branco, Parelhas, São Fernando, São Vicente, São João do Sabugi, São José do Seridó, Santana do Seridó, Serra Negra do Norte, Timbaúba dos Batistas e Tenente Laurentino Cruz.

*Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Governo do Estado do Rio Grande do Norte

Mitos e verdades sobre a telemedicina

Atendimento TopMed Divulgação

A pandemia do coronavírus escancarou uma série de dificuldades do Brasil, ao mesmo tempo, as condições impostas pela doença aceleraram alguns serviços e trouxeram novas possibilidades. Foi o que aconteceu com a telemedicina – termo que você já deve ter ouvido falar com frequência nos últimos meses. A tele consulta, modelo de atendimento digital, até então motivo de muita discussão na área médica, ganhou grande força e importância com o isolamento social. A tendência é que as consultas à distância façam parte da rotina dos brasileiros no novo normal. Pensando nisso, a médica e diretora de saúde da TopMed, Renata Zobaran, analisa os mitos e verdades que envolvem o termo. Confira:

1- O atendimento médico à distância substitui a consulta presencial 

MITO 

De acordo com Zobaran, o atendimento médico à distância é um método de atendimento que proporciona mais conforto e facilidade de acesso aos pacientes, com segurança. Porém ele não substitui a consulta presencial em todos os casos, principalmente quando falamos de pacientes com doenças crônicas em acompanhamento periódico.

2- Telemedicina é um conceito utilizado apenas para consultas médicas 

MITO

“Telemedicina é o termo amplo cujo conceito significa o uso da tecnologia no atendimento médico não presencial. Telemedicina e teleconsulta não são sinônimos, pois a teleconsulta é apenas um dos métodos existes de exercer a telemedicina. Outros exemplos de uso da telemedicina são laudos médicos avaliados e emitidos de forma remota, cirurgia robótica, entre outros. Quando esse formato de atendimento remoto não tem médico em uma das pontas, mas envolve outros profissionais de saúde, não podemos denominar telemedicina”, explica Dra. Renata.

3- Outros profissionais da saúde também podem usar o atendimento à distância para trabalhar

VERDADE

Temos visto o uso do termo ‘’telemedicina’’ de maneira equivocada quando falamos de serviços em atendimento à distância. Veja: telemedicina é o atendimento a distância realizado exclusivamente por médicos. Mas, isso não significa que apenas eles possam usufruir desse método. Psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e educadores físicos, por exemplo também podem atender à distância. Nestes casos, o termo correto é “telessaúde”. E o ideal é nos familiarizarmos com termos como tele enfermagem, tele psicologia, e assim por diante, pois torna mais específico o serviço remoto ao qual estamos nos referindo.

4- Atendimentos online são possíveis apenas via planos de saúde

MITO 

Cada vez mais, o serviço de atendimento à distância têm sido compreendido como facilitador na manutenção da vida. E, desde a chegada da pandemia, essa visão foi acelerada por diversos órgãos e empresas. A Prefeitura de Florianópolis, por exemplo, passou a oferecer um serviço de atendimento pré-clínico, para informação e orientação em saúde por telefone, videochamada ou chat gratuito aos residentes da capital que possuírem cadastro no SUS. Inclusive com direcionamento para suas equipes de saúde da família, sempre que necessário, de forma ágil e segura. Fora isso, empresas também estão contratando os serviços de cuidados em saúde à distância com objetivo de proporcionar mais conforto e segurança para funcionários e seus familiares. “A telessaúde veio para ficar e o número de canais que oferecem esse serviço continuará crescendo”, explica Dra. Renata.

5- Atendimentos médicos online foram regulamentados no Brasil apenas com a chegada da pandemia 

MITO

A telemedicina é regulamentada no Brasil desde 2002, pela Resolução do CFM nº 1.643, e a mesma não traz impedimentos a realização de orientações e/ou consultas médicas a distância, mas é omissa em detalhar essa atividade.  Porém, com a declaração da pandemia do covid-19 em março deste ano, a necessidade de uma nova regulamentação para orientar sobre obrigações mínimas para a realização de tele consulta médica tornou-se fundamental. Pois dessa forma conseguiríamos manter em segurança, dentro de suas casas uma grande parcela da população brasileira. Assim, o presidente da república assinou a lei nº. 13.989, em 15/04/2020, autorizando o uso da telemedicina enquanto durar a crise ocasionada pelo coronavírus. Além disso, conselhos regionais de medicina (CRM) de alguns estados pronunciaram-se com resoluções regionais autorizando a realização de consulta, orientação e acompanhamento médico utilizando a Telemedicina, desde que garantindo o sigilo e nos termos da Portaria do Ministério da Saúde nº. 467/20. Apesar de a Lei federal e as resoluções estaduais de alguns CRMs permitirem o uso da telemedicina apenas enquanto durar a pandemia no país, é praticamente certo que o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicará uma nova resolução sobre o tema ainda em 2020.

“Conhecer as infinitas possibilidades do atendimento remoto é o primeiro passo para a população aderir e se aculturar, cada vez mais, aos novos modelos de atendimento. Por isso, compartilhar informações relevantes sobre o tema é fundamental para o acesso a uma saúde mais coesa e inclusiva”, conclui Dra. Renata.

Sobre Dra. Renata Zobaran: 

Médica formada pela UFCMPA em 1993, fez residência em gastroenterologia e mestrado em hepatologia. Até 2007 atuou na área de gestão em saúde, em Operadoras de planos de saúde. Tem pós graduação em Gestão empresarial pela FGV. E, desde outubro de 2008 é Diretora de Saúde na TopMed construindo e consolidando os diferentes produtos de tele atendimento que a empresa oferece. Recentemente concluiu a pós graduação em Telemedicina pela USP.

Sobre TopMed:

Com mais de 4 milhões de vidas assistidas apenas no primeiro semestre de 2020, a TopMed oferece soluções na área de saúde especializada em atendimento à distância há mais de 10 anos. Com modelo de negócios focado no mercado B2B, a TopMed oferece serviços de telemedicina e outras vertentes dentro do setor de telessaúde e teletriagem, contando com profissionais de diversas áreas como psicólogos, nutricionistas, educadores físicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, dentre outros.

A empresa eleita como a solução mais inovadora no HIS 2019, e também eleita pelo International Business School das Américas (IBS Américas), como uma das três empresas mais inovadoras no mundo na categoria “Digital Transformation Case Study”, contabiliza mais de 80 clientes atendidos dos mais variados segmentos. Dentre eles estão: Porto Seguro, Previsul, PASA – Autogestão da Vale do Rio Doce, Localiza, Algar Telecom, Lojas RENNER, Nestlé e Prefeitura de Florianópolis.