Validity define cinco conceitos para entender e reduzir a pegada de carbono do e-mail marketing

Pexels Validity define cinco conceitos para entender e reduzir a pegada de carbono do e-mail marketing

No mês dedicado ao meio ambiente, empresa aborda o impacto dos cerca de 10 bilhões de e-mails enviados a cada hora no mundo

O e-mail é uma ferramenta de marketing digital essencial amplamente utilizada pelas características de imediatismo e baixo custo. Cerca de 10 bilhões de e-mails são enviados a cada hora em todo o mundo. Neste mês dedicado ao meio ambiente, é importante levantar a questão da pegada de carbono do envio desses bilhões de mensagens.

Essa troca intensa de dados demanda uma grande infraestrutura de armazenamento. Consequentemente, há um impacto ambiental significativo, considerando a manutenção dos data centers, resfriamento, gasto energético, entre outros fatores.

“Os dados estão, de fato, entre as principais fontes atuais de emissão de gases de efeito estufa, com 20 g de CO² gerados a cada e-mail enviado”, diz Cecilia Belele, VP de Vendas LATAM da Validity. Isso significa que 30 mensagens enviadas por dia, durante um ano, equivalem, em média, a 1.500 quilômetros viajados de carro. “E, quando falamos do uso profissional do e-mail, estima-se que um time de cem funcionários gera, por ano, o equivalente a 14 viagens entre Paris e Nova York”, complementa.

Por isso, a Validity definiu cinco conceitos fundamentais para entender e aprender como controlar esse impacto ambiental.

Confira os conceitos e dicas da Validity de como reduzir o impacto:

       1. Limpeza da base 

Desde o início da aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), as empresas têm sido obrigadas a melhorar suas bases de dados, mas algumas ações importantes precisam ser reforçadas:

  • Identificar as inscrições inativas: as empresas devem avaliar os inscritos que não clicaram ou abriram e-mails por mais de 90 dias, limitar o volume de envios para essas pessoas e definir uma estratégia de engajamento como “última chance”, antes da remoção da base.
  • Deletar e-mails que geram hard bounce: o termo se refere a um erro permanente que inviabiliza a entrega do e-mail. É aconselhável que o mailing seja limpo para eliminar os endereços que estão gerando erros automáticos. Isso é importante não apenas pela questão ambiental, mas para maximizar o impacto sem enfraquecer a reputação de quem está enviando.
  • Permita um cancelamento de inscrição fácil e rápido: se o procedimento não for simples, o assinante não a cancela e continua a receber e-mails que não interessam, resultando em mais emissão desnecessária e taxas negativas de desempenho.

        2. Priorização da qualidade

A redução do volume de envios também pode ser feita por meio da identificação das mensagens essenciais e daquelas mais genéricas, muitas vezes consideradas inúteis pelo assinante. Além disso, saber identificar os períodos em que o envio de e-mails pode ser inútil também é importante. Um bom exemplo disso é o que aconteceu nos primeiros momentos da pandemia. Muitas empresas de turismo decidiram parar suas campanhas de e-mail por entender que não fazia sentido o incentivo às viagens nesse período.

        3. Responsabilidade do ecossistema

O impacto ambiental de um e-mail pode parecer, à primeira vista, responsabilidade exclusiva do remetente. No entanto, toda a cadeia deve ser considerada.

O relatório La face cachée du numérique (A face oculta do digital, em tradução do francês), publicado pela Agência Francesa de Gestão Ambiental e Energética (Ademe), analisa a jornada do e-mail a partir de seu envio (com ou sem imagem e/ou anexos). E o caminho passa pela tríade recepção/processamento/armazenamento no centro de dados que transmite para a rede, pelo trânsito por vários servidores ao redor do mundo, por sua chegada ao centro de dados do provedor de e-mail do destinatário e sua recepção final.

Ou seja, só é possível começar a entender o real impacto do envio de um e-mail quando se consideram todos os servidores usados pelos provedores de e-mail, os equipamentos de telecomunicações e, até mesmo, o fato de muitos consumidores terem seus dispositivos conectados 24 horas por dia.

        4. Educação dos consumidores e equipes de marketing

Poucas pessoas entendem a jornada de um e-mail e a extensão de sua pegada de carbono, já que os elementos costumam ser ocultos. Por isso, é necessário aumentar a conscientização sobre as boas práticas entre consumidores individuais e equipes de marketing. É importante que entendam os impactos para que comecem a se questionar sobre a necessidade de enviar cada e-mail.

        5. Análise das alternativas

Se o envio de um e-mail tem certo impacto ambiental, não devemos esquecer que o envio de uma carta ou a emissão de um recibo de compra são ainda mais poluentes. Portanto, o envio de e-mail nem sempre é negativo.

“Com esses cinco pilares em mente, consumidores, marcas e outros atores da cadeia de e-mail podem ter uma visão mais ampla do ecossistema para agir com responsabilidade. Nenhum dos pontos listados deve ser esquecido na hora de definir uma estratégia, mas é importante lembrar que a redução do envio de e-mails é apenas uma parte da solução para a redução da pegada de carbono”, reforça Cecília.

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